O Bloco K do SPED Fiscal é o livro digital de controle da produção e do estoque da indústria. Ele registra o que a fábrica produziu, o que consumiu de insumos e o saldo de estoque. Faz parte da EFD ICMS/IPI e é obrigatório para a maioria das indústrias.
- O que é: Livro de Controle da Produção e do Estoque, dentro do SPED Fiscal.
- Quem entrega: indústrias e certos atacadistas, conforme o CNAE.
- Nível de detalhe: depende do faturamento da empresa.
- Dispensa: empresas do Simples Nacional e o MEI.
Indústrias da Mooca e do Tatuapé costumam subestimar o Bloco K. Ele exige integração entre chão de fábrica e contabilidade.
Além disso, a reforma tributária aumenta o peso desse controle. Vamos ver o que é o Bloco K e como entregá-lo sem erro em São Paulo.
O que é o Bloco K e quem entrega
O Bloco K é a versão digital do antigo Livro de Registro de Controle da Produção e do Estoque. Ele integra a EFD ICMS/IPI, o SPED Fiscal. O objetivo é dar ao Fisco visão da produção e da movimentação de estoque.
A obrigação alcança as indústrias das divisões 10 a 32 do CNAE e os atacadistas dos grupos 462 a 469. Ou seja, quem transforma matéria-prima em produto e parte do atacado. As regras vêm dos Ajustes SINIEF 41/2021, 25/2022 e 46/2022.
Ficam dispensados os optantes do Simples Nacional e o MEI. Para os demais, o que muda é a profundidade da entrega, definida pelo porte. Entenda a base do regime da fábrica em Anexo II do Simples Nacional para indústria.
Os registros principais do Bloco K
O Bloco K é formado por vários registros. Cada um conta uma parte da história da produção. Juntos, eles fecham o ciclo de entrada de insumo, produção e saída de estoque.
O K200 informa o estoque escriturado ao fim do período. O K230 registra a produção, com a ordem e a quantidade fabricada. O K235 lista os insumos consumidos nessa produção.
Há ainda registros para movimentações internas, como o K220, e para produção em terceiros, como o K250 e o K255. O Registro 0210 traz a ficha técnica, o consumo específico padronizado de cada produto. É esse cruzamento que o Fisco analisa.
Nível de detalhe e o layout 020
O grau de detalhe do Bloco K depende do faturamento. As indústrias com receita igual ou superior a R$ 300 milhões entregam a versão completa. Faixas menores entregam versões simplificadas, e o Simples fica de fora.
Um ponto que gera dúvida é o ano de referência. O faturamento considerado é o do segundo exercício anterior. Assim, a obrigação de 2026 olha o faturamento de 2024.
O Bloco K só fecha quando a ficha técnica bate com o consumo real. Diferença entre o que a engenharia diz e o que a produção usou vira alerta no cruzamento fiscal.
Desde 1º de janeiro de 2026 vale o layout 020 da EFD ICMS/IPI, trazido pela Nota Técnica 2025.001. Ele ajusta campos e validações da escrituração. Manter o sistema atualizado é parte da conformidade.
Multas e o peso da reforma
A entrega em atraso ou com erro gera multa. Os valores variam conforme o estado e a situação, indo de quantias por mês de atraso a percentuais sobre o estoque ou a operação. A omissão de dados pode ainda levar a autuação de ICMS e IPI.
A reforma tributária aumenta a importância do Bloco K. Os créditos de IBS e CBS dependem do consumo real de insumos, o que exige rastreabilidade fina da produção. Uma indústria com Bloco K bem-feito chega mais preparada à transição. Veja o cenário na reforma tributária para indústria.
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Perguntas frequentes
O que é o Bloco K do SPED Fiscal?
É o livro digital de controle da produção e do estoque da indústria, dentro da EFD ICMS/IPI. Ele registra o que foi produzido, os insumos consumidos e o saldo de estoque. O Fisco usa esses dados para cruzar a ficha técnica de cada produto com o consumo real, verificando a coerência da produção.
Quem é obrigado a entregar o Bloco K?
São obrigadas as indústrias das divisões 10 a 32 do CNAE e os atacadistas dos grupos 462 a 469. O nível de detalhe depende do faturamento, e a versão completa vale para receita igual ou superior a R$ 300 milhões. Empresas do Simples Nacional e o MEI ficam dispensados dessa escrituração.
Quais são os principais registros do Bloco K?
Os principais são o K200, que informa o estoque, o K230, que registra a produção, e o K235, que lista os insumos consumidos. Há ainda registros para movimentações internas e produção em terceiros, como K220, K250 e K255, além do Registro 0210, que traz a ficha técnica com o consumo específico de cada produto.
O Simples Nacional entrega Bloco K?
Não. As empresas optantes do Simples Nacional e o MEI estão dispensadas do Bloco K. A obrigação recai sobre indústrias e atacadistas de maior porte fora do Simples, com o nível de detalhe variando conforme o faturamento. Ainda assim, vale manter um bom controle de estoque, útil para a gestão e para a reforma.
Qual a multa por erro no Bloco K?
As penalidades variam conforme a legislação de cada estado e a situação concreta. Elas vão de valores por mês de atraso a percentuais sobre o estoque ou a operação, e a omissão de dados pode gerar autuação de ICMS e IPI. Por isso, a entrega correta e no prazo evita risco fiscal relevante para a indústria.
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