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Instrumentos Financeiros – Entenda os fundamentos e sua importância

Instrumentos Financeiros

Em 2010, o Conselho de Normas Internacionais de Contabilidade (IASB, no inglês), a principal instituição de normalização de contabilidade no mundo, atualizou os seus parâmetros para a realização das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros. Todo esse movimento teve como motivação a necessidade do próprio mercado por modernização dos processos e definição do tema do artigo de hoje: instrumentos financeiros.

No Brasil, utilizamos como normas de divulgação de resultados contábeis as diretrizes definidas pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) – um órgão composto por diversas entidades relacionadas à contabilidade. O CPC é responsável direto pelos Pronunciamentos Técnicos referentes ao setor; ou seja, ele padroniza termos e normatiza processos a serem utilizados pelas empresas em todo o país.

Embora ele seja oriundo de uma iniciativa inteiramente nacional, o CPC opta pela internacionalização de suas práticas, garantindo assim, que as decisões em território brasileiro sejam similares ou idênticas ao que é exercido no restante do mundo – respeitando, obviamente, as particularidades nacionais.

Quer entender melhor tudo isso e o papel dos instrumentos financeiros? Continue a leitura que vamos explicar!

Afinal, o que são instrumentos financeiros?

A melhor forma de definir instrumentos financeiros é assim: todo e qualquer contrato que gere um ativo financeiro para uma parte enquanto, para a segunda parte, é gerado um passivo financeiro ou um instrumento patrimonial. Confuso? Calma que explicaremos por partes agora:

  • Ativo financeiro: trata-se de todo caixa ou similar a caixa a ser recebido. De maneira geral, ele é recebido como dinheiro corrente. Porém, pode ser originado de direitos contratuais, como empréstimos e até mesmo ações de determinadas empresas. Além disso, os títulos patrimoniais de uma organização também são considerados ativos.
  • Passivo financeiro: nesse caso, é o oposto do ativo financeiro. Ou seja, são contas, empréstimos e duplicatas a pagar; ou títulos de dívidas emitidas pela parte. Em resumo, trata-se de uma obrigação via contrato a entregar um ativo financeiro para outra empresa que apresente potenciais condições financeiras desfavoráveis.
  • Instrumento Patrimonial: por fim, é um tipo de passivo financeiro. A sua particularidade reside no fato de que ele ainda tem resíduo dos ativos da empresa após a dedução de todos os seus ativos. Em outras palavras, a parte favorecida no momento da transação recebe uma fatia da empresa que o cede, que podem ser, por exemplo, ações prontamente exercíveis ou até mesmo patrimônio líquido.

Quais empresas usam os instrumentos financeiros?

Essencialmente, todas as empresas devem utilizar os instrumentos financeiros, desde as pequenas e médias (PME) até as grandes corporações. Contudo, a utilização do instrumento varia de acordo com o grau de complexidade das operações financeiras. Confira abaixo:

Grandes Empresas

Primeiramente, destacamos que grandes empresas são aquelas que apresentam ativos totais maiores que R$ 240 mi ou, ainda, uma receita bruta anual superior a R$ 300 mi e sejam sociedades por ações fechadas.

Segundo a IASB e a legislação brasileira, elas devem utilizar o modelo Full de contabilização de IFRS; ou seja, precisam apresentar um relatório considerando todos os tópicos cobertos pela documentação.

Nesse tipo de relatório, a empresa deve apresentar dados referentes ao fluxo de caixa, lucro por ação, demonstração contábil intermediária, seguro e contabilização específica para seguros.

Em síntese, as grandes empresas devem estar atentas a toda e qualquer norma e itens de divulgação prescritas e fazê-lo de forma anual.

Pequenas e Médias Empresas

À princípio, as PMEs seguem um modelo semelhante ao de grandes empresas, mas as exigência são reduzidas. Para ilustrar: na modalidade Full citada anteriormente, temos 3000 itens de divulgação; enquanto para pequenas e médias empresas, temos 300 itens. Além disso, o relatório contábil de PMEs é realizado a cada três anos.

É importante ressaltar que essa opção somente se aplica para empresas que não apresentem ativos de até R$ 250 mi ou receita bruta de R$ 300 mi. Portanto, engloba desde microempresas até as de médio porte.

Para evitar confusão a melhor opção é contar com suporte de uma contabilidade

Acompanhar toda essa burocracia da legislação brasileira não é uma tarefa simples. Portanto, invista em uma contabilidade com experiência comprovada e que está pronta para ajudar no crescimento da sua empresa.

Com mais de 20 anos no mercado, nós da Meccah Contabilidade e Auditoria somos a solução que você precisa. O nosso objetivo é prestar um serviço ágil e de máxima qualidade, dispondo de tecnologia de ponta e uma equipe de profissionais constantemente atualizada com a legislação brasileira.

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Por fim, se gostou do nosso artigo sobre o instrumentos financeiros, compartilhe com seus amigos. Caso tenha alguma dúvida, deixe nos comentários.

Nos vemos no próximo conteúdo!